Publicado por: George Costa | janeiro 24, 2009

Padre Renovato Tejo

William Ramos Tejo descende da família Castro, de Cabaceiras no Cariri, por parte do pai, e pela mãe, dos Ramos, de São João do Cariri. Seus ancestrais parecem ter adotado o “Tejo” como apelido, pela brancura da pele e pelas sardas, semelhante ao teiú e que se avermelhava à menor manifestação de ira. Talvez o apelido tenha vindo do antecessor vigário de Cabaceiras, Padre Renovato Pereira Tejo que, por volta de 1860, teria constituído uma caravana para recepcionar o primeiro presidente da Província que adentrara os sertões. Em 1870, o Padre Tejo estava à frente do Partido Conservador na cidade, liderando movimento para restaurar a sede da paróquia em Cabaceiras e, não, no povoado de Bodocongó. Segundo Epaminondas Câmara, foi deputado em quatro legislaturas.

Irenêo Joffily também nos dá um quadro histórico sobre o apelido. Conta que se encontrou com o Padre Pedro Ramos (parente dos Tejo, pelo Ramos?) Vigário de Monteiro ( 1888 ) e que este só tinha um inimigo, o vigário de Taquaritinga, com quem gostaria de se encontrar “para obrigar aquele tejuassu a dar-me caminho”. Seria, no final do Império, o padre Renovato Pereira Tejo vigário de Taquaritinga? Além disto, não conseguimos achar a ponte factual entre o Padre Renovato Tejo e William, mesmo tendo recorrido aos dados sobre seu avô, o tabelião de Cabaceiras, Manuel Melquíades Pereira Tejo, casado em terceira núpcias com Cândida Pereira Tejo.

William Ramos Tejo nasceu em 26 de dezembro de 1919, em São João do Cariri, filho de João Jorge Pereira Tejo e Alice Ramos. Seu pai, natural. de Cabaceiras (1883) faleceu em Belo Jardim-PE (1939). Formou-se em Direito, no Recife, em 1908, e foi juiz de Cabaceiras, onde também fundou a banda de música, em 1910. Casou-se com uma parenta, Alice Ramos, de tradicional família de São João do Cariri, descendente de Abdias da Costa Ramos e Maria de Oliveira Ramos, pernambucana de Brejo da Madre de Deus.

O casal teve 21 filhos, mas só 8 sobreviveram. Em São João do Cariri, nasceram Doralice Tejo, Wilson Ramos Tejo ( 1918 ) William e Antônio Ramos Tejo (1921-1972). Já em Pernambuco nasceram Maria Alice Ramos Tejo (Taquaritinga do Norte) e, em Belo Jardim, José Carlos Ramos Tejo (1929) (médico, em Campina Grande) Célia Maria Ramos Tejo Salgado e Maria do Socorro Ramos Tejo (Suzy).

Devido à vida andarilha do seu pai como juiz, William Tejo morou em algumas cidades de Pernambuco, onde até fundaria seu primeiro jornal “A Vontade”. Fez os estudos primários em Belo Jardim e o curso de Admissão ao Ginásio no Colégio Americano Batista, em Recife. Aí, iniciou o curso ginasial, passando-se depois para o Colégio do Dr. Luís Pessoa, em Caruaru, concluindo-o no Pio XI, de Campina Grande. Iniciou os estudos superiores na Universidade Católica de Pernambuco, no curso de matemática, transferindo-se para a Universidade Federal da Paraíba, onde esteve até o terceiro ano, abandonando-o um ano antes da formatura. Segundo o livro de Tarcízio e Martinho Dinoá, William seria licenciado em filosofia.

Com o falecimento do pai, em 1939 a família se dividiu um pouco, indo os irmãos mais velhos Wilson, Antônio e William para Natal, enquanto uma irmã ficava em Belo Jardim como funcionária da Prefeitura, vindo o restante da família morar em Campina Grande, em 1940, onde Tejo, em 1946, começou a ensinar, mantendo o curso de engenharia em João Pessoa (talvez fizesse matemáticas dentro deste curso). Estas controvérsias ainda não estão esclarecidas para mim.
Casou-se, em 22/7/1950, com Maria Clélia Di Pace Tejo e tiveram cinco filhos: Cristina, João Jorge, Gustavo, Wilma e William. O irmão de Maria Clélia, Carlos Di Pace, casou-se com Doralice, irmã de William. Tejo ficou viúvo em 1994. Sobre o Tejo professor e acadêmico falaremos na próxima semana.


Responses

  1. Geoge

    Em 1976, quando chequei em Campina Grande,
    conheci o professor e jornalista willam tejo tb seus filhos, nao sei se são os mesmo
    um grande abraço

  2. Prezado Geoge, somos os mesmo sim, Cristina Di Pace Tejo (formada em engenharia civil e funcionária da Prefeitura de Campina Grande, João Jorge Di Pace Tejo (médico em Campina Grande), Gustavo Adolfo Di Pace Tejo (meteorologista e especializado em desenvolvimento de software, também mora em Campina Grande), Wilma Di Pace Tejo (falecida em 2003) e William Tejo Filho (jornalista e trabalha no Governo do Estado em João Pessoa)

    • Prezado William Tejo Filho, sei que somos parentes por parte de minha mãe. Gostaria de saber quais são os irmãos do seu avô paterno, João Jorge Pereira Tejo. Creio que ele podia ser irmão ou meio-irmão de meu avô paterno. E me refiro a meio-irmão, porque segundo esta web, seu bisavô Manoel Melquíades Pereria Tejo se casou 3 vezes. Se você souber dessa informação, peço por gentileza que me informe para que eu possa continuar com a construção da árvore genealógica da família. Um abraço. E agradeço também a este site por ter sido um veículo de aportação de dados de meu interesse. Obrigado a todos.

    • Se puder responder, por favor, me responda através do meu email: anamerciap@gmail.com. Obrigada.

      • Querida Ana Mércia Tejo
        Gostaria muito de saber o nome de teus pais, pois também estudo a arvore genealogica de todos os descentes de do Castro, dos Tejo e de outros parentes nossos.
        Mandarei pra vc o que tenho dos TEJO pelo teu email
        Dei-me retorno ok
        Abraços.

  3. Willian, na verdade quem postou o comentário a cima foi o José Alves, ele que fez a visita.

  4. Dos só tenho os seguintes nomes: Francisco de Assís Pereira Tejo, Ignácia Maria Solis, irmã de Manoel Melquíades Pereira Tejo, Tereza de Jesus Maria, irmã do padre Renovato Tejo. Ralmente tem parentesco com os Castro de Cabaceira PB, do qual sou parente por parte de mãe. Dos Castro tem muito dados, porém gostaria saber como ligar o Tejo ao Castro.
    antoniobarkokebas@hotmail.com

  5. Como ligar o Tejo ao Castro: Padre Renovato Pereira Tejo, na verdade se chamava Padre Renovato Pereira de Castro, só que ele trocou o seu sobrenome “Castro” por “Tejo”. Ele foi o primeiro “tejo” dessa família. Dai todos depois dele passaram a se assinar com “Tejo”. Segundo Apolônia Barros essa troca também estar ligada as brigas políticas e familiares que havia na época em Cabaceiras,por volta de 1860. Foi o seu maior adversário político no município o Capitão Jovino Dinoá, que também teve um história parecida e trocou seu sobrenome de família “Barros” por Dinoá. As histórias completas se encontram no Acervo Histórico Cultural Noberto Castro. Contato: pn.castro@hotmail.com


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